Falsos Suicídios

 

Muitas vezes o criminoso tenta simular um suicídio.

Eis alguns dos erros que “famosos” assassinos cometeram nessas suas tentativas.

 

*      O revólver que causou a morte, aparece dentro de uma gaveta, ou dentro de um cofre aberto como em “A morte de Mr Richmond” de Edgar Caygill , em 1/12/77  no Jornal do Cuto.

*      A arma, apesar de o morto não ter luvas, não tem impressões digitais..

*      Impossível  alguém suicidar-se cortando os dois pulsos profundamente;  Para   garantir esta impossibilidade  a boca deve estar tapada para não poder ser usada para segurar a faca, ( Aconteceu no banho de Agatha no Mistério Pociário em 26/2/76), e a faca não poderá estar fixa num outro local qualquer, permitindo o corte por pressão do pulso contra o gume.

*      A arma na mão errada. Por exemplo: arma na mão direita e orifício de entrada do lado esquerdo da cabeça, ou vice-versa.

 

*     Um suicida, por norma, não engraxa os sapatos antes de se suicidar.

*      O suicida estava a escrever antes de se suicidar. Era esquerdino, no entanto tinha a caneta do lado direito. Está-se perante um cenário montado.

*      Não é normal que o disparo feito por um suicida seja efectuado a 15 cm, ou mais, da cabeça. Neste caso há que ter em atenção as características do ferimento para determinar a distância a que foi feito disparo.

*      Uma porta que abre para o vazio, por onde o suicida se resolveu atirar de uma altura de 20 metros. Tudo parece certo. Excepto um pormenor. A porta só poderia ser fechada por dentro da casa. Como a porta estava fechada e o suicida não o poderia fazer, conclui-se que teria de haver uma ajuda para o suicida dar o seu último passo.

*      Se o suicida escrever uma carta a referir que vai disparar um tiro nas têmporas e o orifício de entrada aparecer na fronte, será de suspeitar que não se está perante um suicídio.

 

 

Em 18/8/77, Mabuse, no Mistério Policiário, coloca o seu Inspector Petronilho a desvendar “Suicídio ou crime?” Apresenta várias pistas que indicam para o suicídio. Eis algumas.

*      O criminoso está dentro da casa de banho. Não há qualquer impressão digital dentro do compartimento. Não é uma situação normal pois não haveria razões para alguém as limpar completamente.

*      A arma só tem impressões na coronha. Também é estranho, pois se o suicida pegasse na arma deixaria impressões em vários locais, em especial no gatilho. A arma foi colocada na mão depois do crime.

*      O suicida escreve um bilhete na máquina, (nessa época ainda não se escrevia no computador), e assina com as iniciais. Atitude estranha de um suicida.

*      Disparo feito por uma pistola e inexistência da cápsula.

 

 

*      A prova do crime, de Xek-Brit, foi publicado no dia 9/2/78 no Mistério Policiário da revista Mundo de Aventuras. Uma morte com envenenamento por cianeto. A vítima fora a assassina num outro crime. Rasgou as cápsulas que continham o veneno com as unhas, não lavou as mãos, e, mais tarde, ao roer as unhas envenenou-se por acidente, denunciando-se nesse seu acto.

 

Novidades

 

*      Quando alguém que se suicide por enforcamento, se tiver junto das pernas uma mesa leve, será normal que a pontapeie e a derrube. Chave de “Crime o suicídio na rua do arco” do Inspector Zacarias publicado na secção Mistério Policiário da revista  Mundo de Aventuras em 8/3/79

*      Ainda no mesmo problema surge uma nova chave. Quem se pretende suicidar não arregaça as mangas para lavar a louça antes.

*      A vítima, encontrada debaixo de água, com as mãos bem atadas atrás das costas. Impossível ter-se suicidado. Problema desenhado de JMF, “Crime ou suicídio”, publicado em 14/12/78 no Mistério policiário.

 

 

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